10 de out de 2011

Atividade de Língua Portuguesa - Interpretação de texto


O TELEGRAMA
            Toca a campainha:
― Aqui é o 934?                    
            ― Sim.
            ― Por favor, assine aqui.
            O carteiro entrega o telegrama ao morador. Quando se vira para ir embora, o morador grita para ele:
            ― Ei, espera aí um pouquinho! O senhor se enganou, este telegrama não é para mim.
            ― Como não é?
            ― Ora, e desde quando eu me chamo Filomena?
            ― Sei lá, talvez sua esposa, filha ou coisa parecida.
            ― Não, senhor, eu moro sozinho.
            ― Mas não é aqui o 934?
            ― Já te disse que é.
            ― Então pronto, ora bolas. Se aí ta escrito 934 e se aqui é o 934, então não tem nada de errado. É aqui e pronto.
            _ Mas houve um engano. Eu não posso ficar com uma correspondência que não me pertence.
            _ E que é que eu posso fazer? Meu trabalho é esse. Eu não posso entregar um telegrama no 935 se é no 934, ou posso?
            _ Não, não pode. Mas se o senhor devolver para o correio, ta resolvido. Eu é que não tenho nada a ver com isso!
            _ Como, não? O senhor não mora no 934?
            _ Moro.
            _ O telegrama não é para o 934?
     _ É. _ Então o senhor vai ter que ficar com isso. Que culpa tenho eu se não mora nenhuma Filomena aqui?
  _ E se for algo importante? Alguma coisa urgente?                         
     _ O senhor se vira, eu só cumpri o meu trabalho.
     _ Então eu vou abrir.
     _ Ah, mas isso é crime! Violação de correspondência!
    _ Como crime? O telegrama não é para o 934?
   _ É, uai!
    _ E onde é o 934?
     _ É aqui, uai!
    _ Então pronto. O senhor mesmo não ta querendo que eu fique com ele?
    _ É, nesse ponto o senhor tem razão. Então vamos ler o que está escrito aí.
   O morador lê em voz alta:
  “QUERIDA SOBRINHA MANDO DINHEIRO HERANÇA VOVÔ.”
            E, com o rosto triste, continuou:
            _ Puxa vida, o vovô morreu!
            _ Vovô? Mas como? Que negócio é esse? _ disse o carteiro, sem nada entender.
            _ Ora, rapaz, numa hora dessas o senhor me vem com perguntas cretinas! Não respeita o sofrimento dos outros?! Passar bem!
            E o morador entra na casa, falando em voz alta:
            _ Pobre vovô! Pobre vovô!

1. Interpretação de texto:
a. Quem são os personagens da história?

b. Onde ocorreu a história?

c. Qual o tipo de correspondência o carteiro entregou?

d. Qual foi o motivo da discussão entre os personagens?

e. O carteiro passa a maior parte do texto querendo que o morador do 934 fique com o telegrama, mas em uma de suas falas ele é incoerente, ou seja, se contradiz. Copie essa fala.

f. Por que o morador assumiu para si a mensagem do telegrama?  O que você achou dessa atitude?

g. Você achou correto o morador do 934 abrir a correspondência? Caso você tenha achado incorreto, sugira outra atitude que ele poderia ter tomado.

h. Se você fosse avaliar o trabalho do carteiro, que nota de 0 a 10 você lhe atribuiria?
Justifique sua resposta.

i. Em sua opinião, o texto O telegrama é interessante ou desinteressante. Por quê?

l. O texto pode ser dividido em quatro momentos. Indique os parágrafos onde inicia e termina cada um desses momentos. Veja o exemplo:



Parágrafo inicial

Parágrafo Final
O carteiro entrega ao morador do 934 uma correspondência e tenta convencê-lo a ficar com ela, embora ali não haja ninguém com o nome da destinatária.


       1º


    23º
O morador do 934 resolve abrir o telegrama e convence o carteiro de que ele, morador, pode abrir aquela correspondência.
O morador lê em voz alta a mensagem do telegrama.
O morador assume a mensagem do telegrama para si e o carteiro fica confuso.
 Até o final do texto.