25 de jul de 2012

Avaliação de Língua Portug

E.E.”Dr JOAQUIM VILELA”
AVALIAÇÂO DE PORTUGUÊS / 2012                               
ALUNO (A):________________Nº___               SÉRIE:
 PROFESSOR: ____________                           VALOR: _____                                                                         NOTA:   _______                                                           
                                                                                                                                           BOA SORTE!!!
Você leu contos e relatos de jornal. Nos contos prevalece a imaginação, e nos relatos jornalísticos – notícias e reportagens – predomina a intenção de informar.
A crônica é um gênero textual em que, geralmente, um fato do cotidiano, verídico ou não, é narrado de forma humorística. Normalmente a crônica tem também a intenção de fazer alguma crítica ao comportamento das pessoas ou à sociedade. Vamos descobrir como a crônica a seguir desenvolve tudo isso.
CADA PERGUNTA!
            A menina brinca no tapete, parecendo nem ouvir o jornal, mas, quando começa o intervalo, levanta a cabeça.
—Pai, que que é corrupção? O pai e a mãe se olham, o pai suspira, diz bem, corrupção..
—... Não é coisa pra gente da sua idade, né.
Claro que é, diz a mãe:
—Responde direito, que se a criança pergunta, é porque quer resposta.
Bem, pigarreia ele, corrupção é...
—... por  exemplo roubar dinheiro do governo, que é  dinheiro de todo mundo.
—E como é que a corrupção rouba dinheiro do governo?
O pai explica que quem rouba não é a corrupção, é o corrupto, e alguém, ou melhor, é muita gente que rouba o governo.
—Por exemplo, o funcionário que desvia dinheiro do governo. Ou deputado que vendo o voto dele lá no Congresso. Ou um juiz que emprega os parentes deles. Ou o empresário que paga para ganhar concorrência das obras do governo. Ih, filha, tem tanto jeito de roubar o governo, não é, mulher?
 —É, e o seu pai também rouba o que pode quando faz declaração  de imposto de renda.
Volta o telejornal e menina volta a brincar, eles voltam a ver as notícias. Novo intervalo, ela de novo ergue a cabeça. 
—Por que o dólar sempre sobe e o real sempre cai?
O pai suspira fundo, e com voz monótona compara os Estados Unidos e o Brasil às diferenças de colonização, Inglaterra e Portugal, e as diferenças geográficas, climáticas, culturais! Mas a mãe diz que não é por nada disso:
—Acho que é porque eles são um povo menos corrupto, filha.
—Então o povo também é corrupto, mãe?
—E você acha que tinha tanta corrupção se o povo não fosse corrupto?
Você vai fundir a cabeça da menina, diz o pai:
—Isso não é conversa pra criança. E, além disso, hem, cada pergunta!
—Por isso mesmo é preciso responder.
            Volta o telejornal, e depois no intervalo a menina volta a perguntar:
—E o que que é impunidade?
—Essa eu mato fácil—o pai esfrega as mãos. —Impunidade é quando você comete um crime e não é preso.
—E só tem tanta corrupção—emenda a mãe—porque tem muita impunidade, ninguém denuncia, entendeu?
Ela de novo volta a brincar, mas antes de mais um intervalo vai até diante da mãe:
—Então você acha que, pra acabar a corrupção, a gente tinha de contar que o pai rouba no imposto?
O pai pula da poltrona:
—Tá vendo?! Criança delatando pai só mesmo na Alemanha nazista! Eu falei que isso não era conversa boa! Mas você e sua educação moderna!...
Sai batendo a porta, a mãe solta longos suspiros.
—Que que eu falei de errado, mãe?       
—Nada, filha, nada. Mas você faz cada pergunta!..      
01. Releia o que foi dito sobre a crônica no início desta avaliação:
A crônica é um gênero textual em que, geralmente, um fato do cotidiano, verídico ou não, é narrado de forma humorística. Normalmente a crônica tem também a intenção de fazer alguma crítica ao comportamento das pessoas ou à sociedade.
Qual é o cotidiano expresso na crônica “Cada pergunta”? Explique. ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
02. Qual é o aspecto humorístico do fato apresentado na crônica?
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03. De acordo com a definição de crônica, esse gênero geralmente tem a intenção de fazer uma critica ao comportamento das pessoas ou à sociedade.

Assinale a (s) provável (eis) crítica (s) que pode (m) ser percebida (s) nesse texto:
(  ) O autor faz uma crítica à falta de educação das crianças que acaba incomodando os adultos.
(  ) O autor faz uma crítica à programação da televisão que não respeita a idade das crianças.
(  ) O autor faz uma crítica ao comportamento contraditório das pessoas que defendem uma idéia e agem de forma contrária ao que defendem.
(  ) O autor faz uma critica à situação do Brasil.
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04. Explique a (s) alternativa (s) escolhida (s) no exercício anterior.
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05. Pelo contexto apresentado, o que “inspira” as perguntas da menina?
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06. Releia o trecho:
—E o que que é impunidade?
—Essa eu mato fácil—o pai esfrega as mãos. —Impunidade é quando você comete um crime e não é preso.
A que tipo de situação essas falas podem estar se referindo?
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07. “Sai batendo a porta, a mãe solta longos suspiros.”
Você concorda com o comportamento dos pais da criança? Explique e argumente para justificar sua opinião.

08. Que uso da língua predomina na crônica: formal ou informal? Explique e justifique.
09. Localize no texto e transcreva dois usos da língua que são próprios da língua falada.


10. No trecho a seguir, localize e transcreva duas expressões em sentido figurado que são utilizadas em linguagem coloquial:


Você vai fundir a cabeça da menina, diz o pai:
—Isso não é conversa pra criança. E, além disso, hem, cada pergunta!
—Por isso mesmo é preciso responder.
            Volta o telejornal, e depois no intervalo a menina volta a perguntar:
—E o que que é impunidade?
—Essa eu mato fácil—o pai esfrega as mãos. —Impunidade é quando você comete um crime e não é preso.
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11. Uma das características da linguagem mais formal, principalmente escrita, é a de evitar repetições. Reescreva as frases a seguir, substituindo os termos grifados por pronomes pessoais que evitem a repetição e tornem a frase mais formal:
A) Voltam as notícias, a menina volta a brincar, eles voltam a ver as notícias.

B) A menina brinca no tapete. Ao perguntar o que é corrupção, os pais olham a menina e se olham com surpresa.

C) Impunidade é quando você comete um crime e não é preso. O corrupto garante a impunidade pagando a outros corruptos para que não o denunciem.

12. O emprego da palavra gente no lugar de nós é um uso próprio da linguagem coloquial.
Em qual das frases a seguir pode ser identificado esse uso?
(   ) “...não é coisa pra gente da sua idade, né.”
(   ) “O pai explica que quem rouba não é a corrupção, é o corrupto, e alguém, ou melhor, é muita gente que rouba o governo...”
(   ) “Então você acha que, pra acabar a corrupção, a gente tinha de contar que o pai rouba no imposto?”

13. Reescreva a frase escolhida no exercício anterior substituindo a palavra gente por nós. Faça adequações necessárias para torná-las mais formal.
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14. O que são palavras homófonas? Forme duas frases para justificar a sua resposta!
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15.O que são palavras homógrafas? Forme duas frases para justificar a sua resposta!
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