25 de jul de 2012

Avaliação de Língua Portuguesa8

E.E.”Dr. JOAQUIM VILELA”
AVALIAÇÂO DE PORTUGUÊS / 2012                               
ALUNO (A):________________Nº___               SÉRIE:
 PROFESSOR: ____________                           VALOR: _____                                                               BOA SORTE!!!
Nobreza Popular
Uma das muitas cenas memoráveis do imperdível filme ―Brasileirinho‖ do diretor finlandês Mika kaurismãki é a do Guinga contando como nasceu a música ―Senhorinha‖, dedicada à sua filha. Depois Zezé Gonzaga canta a música. Quem não se emocionar deve procurar um médico urgentemente porque pode estar morto. ―Senhorinha‖ tem letra de Paulo César Pinheiro e é uma das coisas mais bonitas já feitas no Brasil – e não estou falando só de música. O filme todo é uma exaltação do talento brasileiro, da nossa vocação para a beleza tirada do simples ou, no caso do chorinho, do complicado, mas com um virtuosismo natural que parece fácil. Recomendo não só a quem gosta de música, mas a quem anda contagiado por sorumbatismo de origem psicossomática ou paulista e achando que o Brasil vai acabar na semana que vem. Não é a música que vai nos salvar, claro. Mas passei o filme todo vendo e ouvindo o Guinga, o Trio Madeira Brasil, o Paulo Moura, o Yamandú, o Silvério Ponte, a Elza Soares, a Teresa Cristina, a Zezé Gonzaga (e até Adenilde Fonseca!) e pensando: é essa a nossa elite. Essa é a nossa nobreza popular, a que representa o melhor que nós somos. O oposto do patriciado que confunde qualquer ameaça ao seu domínio com o fim do mundo. Uma das alegrias que nos dá o filme é constatar que o chorinho, longe de estar acabando, está se revitalizando. Tem garotada aprendendo choro hoje como nunca antes. Substitua-se o choro pelo Brasil que não tem nojo de si mesmo e pronto: a esperança em por aí.
Parafraseando o Chico Buarque: Contra desânimo, desilusão, dispnéia, o trombone do Zé da Véia. O Globo, 02/09/2007
1. Qual é o tema do texto:

a) A aprendizagem da música pelos jovens.
b) A beleza das cenas do filme Brasileirinho.
c) A emocionante canção de Paulo César Pinheiro.
d) A exaltação do valor da música popular.
e) A rejeição da cultura da elite.


 A temperatura terrestre
Nos últimos 120 anos, a temperatura média da superfície da Terra subiu cerca de um grau Celsius. Os efeitos disso sobre a natureza são muito graves e afeta bichos, plantas e o próprio ser humano. Esse aquecimento provoca, por exemplo, o derretimento de geleiras nos pólos. Por causa disso, o nível da água dos oceanos aumentou em 25 centímetros e o mar avançou até 100 metros sobre o continente nas regiões mais baixas. Furacões que geralmente se formam em mares de água quente estão cada vez mais fortes. Os ciclos das estações do ano e das chuvas estão alterados também.
A poluição do ar é uma das principais causas do aquecimento. A superfície terrestre reflete uma parte dos raios solares, mandando- os de volta para o espaço. Uma camada de gases se concentra ao redor do planeta, formando a atmosfera, e alguns deles ajudam a reter o calor e a manter a temperatura adequada para garantir a vida por aqui.
Nas últimas décadas, muitos gases poluentes vêm se acumulando na atmosfera e produzindo uma espécie de capa que concentra cada vez mais calor perto da superfície da Terra, aumentando ainda mais a temperatura global. É o chamado efeito estufa. Outro problema que afeta diretamente o clima é a devastação das matas, que ajudam a manter a umidade e a temperatura do planeta. Infelizmente, o desmatamento já eliminou quase metade da cobertura vegetal do mundo.
www.recreioonline.abril.com.br
2. Por que o nível da água dos oceanos aumentou até 25 centímetros?

a) Por causa da mudança do ciclo das estações do ano.
b) Por causa do derretimento das geleiras nos pólos.
c) Porque o mar avançou 100 metros sobre o continente.
d) Porque os furacões estão cada vez mais fortes.
e) Porque a poluição está muito grande.
3. O uso da expressão ―finalmente‖, no primeiro quadrinho, indica que a arrumação foi:

a) Completa.
b) Corrida.
c) Demorada.
d) Mal feita.
e) Rápida.


A SURDEZ NA INFÂNCIA
  Podemos classificar as perdas auditivas como congênitas (presentes no momento do nascimento) ou adquiridas
(contrárias após o nascimento). Os problemas de aprendizagem e agressividade infantil podem estar ligados a
problemas auditivos. A construção da linguagem está intimamente ligada à compreensão do conjunto de elementos
simbólicos que dependem basicamente de uma boa audição. Ela é a chave para a linguagem oral, que, por sua vez,
forma a base da comunicação escrita.
 Uma pequena diminuição da audição pode acarretar sérios problemas no desenvolvimento da criança, tais
como: problemas afetivos, distúrbios escolares, de atenção e concentração, inquietação e dificuldades de socialização.
A surdez na criança pequena (de 0 a 3 anos) tem conseqüências muito mais graves que no adulto.
 Existem algumas maneiras simples de saber se a criança já possui problemas auditivos como: bater palmas
próximo ao ouvido, falar baixo o nome da criança e observar se ela atende, usar alguns instrumentos sonoros (agogô,
tambor, apito), bater com força a porta ou a mesa e, dessa forma, poder avaliar as reações da criança. 
COELHO, Cláudio. A surdez na infância. O Globo, Rio de Janeiro, 13/04/2003, p. 6. Jornal da Família. Qual é o seu problema?
4. O objetivo desse texto é:

a) Comprovar que as perdas auditivas são irrelevantes.
b) Ressaltar que a surdez ainda é uma doença incurável.
c) Mostrar as maneiras de saber se a criança ouve bem.
d) Alertar o leitor para os perigos da surdez na infância.

O BICHO
Vi ontem um bicho . Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma cosia,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato.
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem. BANDEIRA, Manuel. Poesias reunidas. Rio de Janeiro: Ática, 1985.

5. O que motivou o bicho a catar restos foi:

a) A própria fome.
b) A imundice do pátio.
c) O cheiro da comida.
d) A amizade pelo cão.

6. De acordo com o mapa pode-se concluir que:

a) Vai chover em todo o estado de Minas, durante a semana.
b) Todo o estado estará sujeito a pancadas violentas de chuva.
c) Na maior parte do estado predomina tempo aberto como sol.
d) Na maior parte do estado predomina tempo semi-nublado.
e) Vai chover na região Sul e Zona da Mata.


NÃO SE PERCA NA REDE
 A internet é o maior arquivo público do mundo. De futebol a física nuclear, de cinema a biologia, de
religião a sexo, sempre há centenas de sites sobre qualquer assunto. Mas essa avalanche de informações pode
atrapalhar. Como chegar ao que se quer sem perder tempo? É para isso que foram criados os sistemas de busca.
Porta de entrada na rede para boa parte dos usuários, eles são um filão tão bom que já existem às centenas também. Qual deles escolher? Depende do seu objetivo de busca.
 Há vários tipos. Alguns são genéricos, feito para uso no mundo todo( Google, por exemplo). Use esse site
para pesquisar temas universais. Outros são nacionais ou estrangeiros com versões específicas para o Brasil (cadê, yahoo, e altavista). São ideias para achar páginas ― com.br‖.
7. O período que apresenta uma opinião do autor é:
a) ― foram criados sistemas de busca.‖
b) ―essa avalanche de informações pode atrapalhar.‖
c) ―sempre há centenas de sites sobre qualquer assunto.‖
d) ―A internet é o maior arquivo público do mundo.‖
e) ―Há vários tipos.‖
Texto I
 ―Sou completamente a favor da flexibilização das relações trabalhistas, pois a velhíssima legislação
brasileira, além de anacrônica, vem comprometendo seriamente a nossa competitividade‖.
Texto II
 ―É uma falácia dizer que com a eliminação dos direitos trabalhistas se criarão mais empregos. O trabalhador
brasileiro já é por demais castigado para suportar mais essa provocação.‖
8. Os textos acima tratam do mesmo assunto, ou seja, da relação entre patrão e empregado. Os dois se diferenciam, porém, pela abordagem temática. O texto II em relação ao texto I apresenta uma:
a) Ironia.                    b) Semelhança.
c) Oposição.                 d) Aceitação.
e) Confirmação.



TEXTOI- O Povo, 17 abr. 1997 
Tio Pádua 
Tio Pádua e tia Marina moravam em Brasília. Foram um dos primeiros. Mudaram-se para lá no final dos anos
50. Quando Dirani, a filha mais velha, fez dezoito anos, ele saiu pelo Brasil afora atrás de um primo pra casar com ela.
Encontrou Jairo, que morava em Marília. Estão juntos e felizes até hoje. Jairo e Dirani casaram-se em 1961. Fico
pensando se os casamentos arranjados não têm mais chances de dar certo do que os desarranjados. Ivana Arruda Leite. Tio Pádua. Internet: http://www.doidivana.zip.net. Acesso em 07/01/2007
TEXTOII- O casamento e o amor na Idade Média (fragmento)
  Nos séculos IX e X, as uniões matrimoniais eram constantemente combinadas sem o consentimento da mulher, que, na maioria das vezes, era muito jovem. Sua pouca idade era um dos motivos da falta de importância que os pais davam a sua opinião. Diziam que estavam conseguindo o melhor para ela. Essa total falta de importância dada à opinião da mulher resultava muitas vezes em raptos. Como o consentimento da mulher não era exigido, o raptor garantia o casamento e ela deveria permanecer ligada a ele, o que era bastante difícil, pois os homens não davam importância à fidelidade. Isso acontecia talvez principalmente pelo fato de a mulher não poder exigir nada do homem e de não haver uma conduta moral que proibisse tal ato. Ingo Muniz Sabage. O casamento e o amor na Idade Média. Internet: http://www.milenio.com.br/ingo/ideias/hist/casamento.htm>.
9. Sobre o ―casamento arranjado‖, o texto I e o texto II apresentam opiniões:

a) Complementares.
b) Duvidosos.
c) Opostas.
d) Preconceituosas.
e) Semelhantes.
SERMÃO DO MANDATO
O primeiro remédio que dizíamos, é o tempo. Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera? São as afeiçoes como as vidas, que não há mais certo de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que tanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os Antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às cousas, descobre-lhe defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais amor? O mesmo amor é a causa de não amar, e o de ter amado muito, de amar menos.
VIEIRA, Antônio. Sermão do Mandato. In: Sermões. 8. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1980
10.  O tempo é a principal solução para os problemas. A frase que reproduz essa idéia é:

a) ―O primeiro remédio que dizíamos, é o tempo.‖  
b) ―Antigos sabiamente pintaram o amor menino..
c) ―Atreve-se o tempo a colunas de mármore...
d) ―(...) o tempo tira a novidade às cousas...‖
e) ―(...) partem do centro para a circunferência...
O MATO 
 Veio o vento frio, e depois o temporal noturno, e depois a lenta chuva que passou toda a manhã caindo e ainda
voltou algumas vezes durante o dia, a cidade entardeceu em brumas. Então o homem esqueceu o trabalho e as
promissórias, esqueceu a condução e o telefone e o asfalto, e saiu andando lentamente por aquele morro coberto de um
mato viçoso, perto de sua casa. O capim cheio de água molhava seu sapato e as pernas da calça; o mato escurecia sem
vaga-lume nem grilos.
 Pôs a mão no tronco de uma árvore pequena, sacudiu um pouco, e recebeu nos cabelos e na cara as gotas de
água como se fosse uma bênção. Ali perto mesmo a cidade murmurava, estava com seus ruídos vespertinos, ranger de
bondes, buzinar impaciente de carros, vozes indistintas; mas ele via apenas algumas árvores, um canto de mato, uma
pedra escura. Ali perto, dentro de uma casa fechada, um telefone batia, silenciava, batia outra vez, interminável,
paciente, melancólico. Alguém, com certeza já sem esperança, insistia em querer falar com alguém.
 Por um instante o homem voltou seu pensamento para a cidade e sua vida. Aquele telefone tocando em vão era
um dos milhões de atos falhados da vida urbana. Pensou no desgaste nervoso dessa vida, nos desencontros, nas
incertezas, no jogo de ambições e vaidades, na procura de amor e de importância, na caça ao dinheiro e aos prazeres.
Ainda bem que de todas as grandes cidades do mundo o rio é a única a permitir a evasão fácil para o mar e a floresta.
Ele estava ali num desses limites entre a cidade dos homens e a natureza pura; ainda pensava em seus problemas
urbanos – mas um camaleão correu de súbito, um passarinho piou triste em algum ramo, e o homem ficou atento
àquela humilde vida animal e também à vida silenciosa e úmida das árvores, e à pedra escura, com sua pele de musgo e seu misterioso coração mineral. ARRIGUCCI, Jr. Os melhores contos de Rubem Braga. São Paulo: Editora Global LTDA, 1985

11. No texto, o elemento que gera a história narrada é:

a) a  preocupação do homem com os problemas alheios.
b) a proximidade entre a casa do homem e o morro com mato viçoso.
c) o desejo do homem de buscar alento próximo da natureza.
d) o toque insistente do telefone em uma casa fechada e silenciosa.
e) os ruídos vespertinos da cidade, com seus murmúrios constantes.

Três de Julho – 1957
Agradeço a Deus a alegria de estar à frente do governo de Montes Claros na passagem do primeiro centenário a criação desta cidade. Nestes dias de festas, o meu pensamento se volta para aqueles que plantaram nos chapadões sertanejos a semente da cidade querida – que é, hoje, motivo de orgulho para todos nós. Saudemos com emoção os pioneiros do progresso de Montes Claros. A sombra tutelar daqueles que vieram antes de nós – que lutaram e sofreram sob nossos céus lavados e límpidos – Montes Claros cresce. É através da lição dos batalhadores de ontem, que recolhemos o exemplo e o estímulo que nos dão coragem e fé para o prosseguimento da jornada. Na comemoração do centenário da cidade, queremos abraçar todos os filhos desta terra. O nosso abraço é também para aqueles que vieram de longe e vivem entre nós, amando e servindo a cidade generosa e hospitaleira, que os acolheu com carinho. Aos visitantes ora entre nós e que prestigiam, com a sua presença, a celebração do centenário de Montes Claros o nosso agradecimento e a nossa saudação afetuosa. Cem anos. Rejuvenescida, palpitante de seiva e de vigor, cheia de vida, atinge a cidade de Montes Claros o seu primeiro Centenário.  Nesta oportunidade, renovemos o compromisso de bem servi-la.
Geraldo Athayde – Prefeito Municipal de Montes Claros
12. Observando a linguagem do texto, podemos dizer que:

a) é a mais adequada para ser usada por todos os brasileiros.
b) a língua sofre variações nos grupos sociais, no tempo e no espaço.
c) é muito usada no cotidiano dos professores das escolas brasileiras. 
d) normalmente é empregada por jornalistas em jornais impressos.

O QUIROMANTE
 Há muitos anos atrás, havia um rapaz cigano que, nas horas vagas, ficava lendo as linhas das mãos das pessoas.
 O pai dele, que era muito austero no que dizia respeito à tradição cigana de somente as mulheres lerem as mãos, dizia sempre para ele não fazer isso, que não era ofício de homem, que fosse fazer tachos, tocar música, comercializar cavalos.
 E o jovem teimava em ser quiromante. Até que um dia ele foi ler a sorte de uma pessoa e, quando ela se virou
de frente, ele viu, assustado, que ela não tinha mãos.  A partir daí, abandonou a quiromancia. 
PEREIRA, Cristina da Costa. Lendas e histórias ciganas. Rio de Janeiro: Imago, 1991
13. O trecho ―A partir daí, abandonou a quiromancia apresenta, com relação ao que foi dito no parágrafo anterior, o sentido de:

a) comparação.
b) condição.
c) oposição.
d) finalidade.
e) conseqüência.
CÂNCER
 As novas frentes de ataque  A ciência chega finalmente à fase de atacar o mal pela raiz sem efeito colateral
  A luta contra o câncer teve grandes vitórias nas últimas décadas do século 20, mas deve-se admitir que houve
também muitas esperanças de cura não concretizadas. Após sucessivas promessas de terapias revolucionárias, o século
21 começou com a notícia de uma droga comprovadamente capaz de bloquear pela raiz a gênese de células tumorais.
Ela foi anunciada em maio deste ano, na cidade de San Francisco, no EUA, em uma reunião com a presença de cerca de
26 mil médicos e pesquisadores. A genética, que já vinha sendo usada contra o câncer em diagnósticos e avaliações de
risco, conseguiu, pela primeira vez, realizar o sonho das drogas ―inteligentes‖: impedir a formação de tumores. Com
essas drogas, será possível combater a doença sem debilitar o organismo, como ocorre na radioterapia e na
quimioterapia. O próximo passo é assegurar que as células cancerosas não se tornem resistentes à medicação. São,
portanto, várias frentes de ataque. Além das mais de 400 drogas em teses, aposta-se no que já vinha dando certo, como a
prevenção e o diagnóstico precoce. Revista Galileu. Julho de 2001, p.41.
14. O conectivo ―portanto, estabelece com as ideias que o antecedem uma relação de:

a) adversidade.
b) conclusão.
c) causa.
d) comparação.
e) finalidade.

EU  
Eu não era novo nem velho. Tinha a capa colorida, um pouco amassada, é uma das páginas rasgadas na parte de baixo, naquele lugar que chamam de pé de página.
Vivia jogando no canto de um quarto, junto de velhos brinquedos. Todos os dias o menino entrava no quarto para brincar. O que eu mais queria era que ele me desse atenção, me segurasse, passasse minhas páginas, lesse o que tenho para contar.
Mas, que nada! Brincava naquele quarto e nem me olhava. Ficava horas e horas com os toquinhos de madeira, carrinhos, quebra-cabeças e outros brinquedos. Eu me sentia um grande inútil.
Um dia não aguentei mais: chorei tanto, mas tanto, que minhas lágrimas molharam todas as minhas páginas e o chão. Parecia que eu tinha feito xixi no quarto. Levei um tempão para secar. Veio a noite, as páginas continuavam úmidas. Comecei a bater queixo de frio e espirrar. Só não fiquei gripado porque fui dormir debaixo do ursinho de pelúcia. No dia seguinte, quando os raios de sol entraram pela janela, me senti melhor, e minhas páginas secaram todas. A minha sorte é que as letras não deslizaram pelas páginas e foram embora. PONTES NETO, Hildebrando. Eu. Ilustrações de Mariângela Haddad – Belo Horizonte: Dimensão, 2002
15. O ponto de exclamação no final da frase ―Mas, que nada!‖ (l 6.) indica que o personagem do texto está:

a) Curioso.
b) Decepcionado.
c) Assustado.
d) Pensativo.
e) Admirado.